Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 29/10/2020

Com o avanço da tecnologia a partir da 3º Revolução Indústrial, a intolerância e o discurso de ódio cresceu com a utilização das redes sociais. De acordo com Leonardo Goldberg, doutor em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), muitas pessoas, não conhecem o poder das palavras e o que elas podem proporcionar. Podem ocorrer vários problemas com as pessoas que sofrem as críticas, tanto de saúde quanto de convivência.

Em primeira análise, destaca-se aos problemas de saúde que podem ocorrer com as pessoas que sofrem os linchamentos. Ocorrem muitos casos de linchamentos principalmente com pessoas de maior mídia, como exemplo músicos, atletas, influênciadores digitais, etc. Esse empecilho pode gerar sérios problemas de saúde, como a depressão. Essa, é um disturbio mental, que causa conjunto de condições associadas à elevação ou ao rebaixamento do humor, como depressão ou transtorno bipolar, podendo levar até a morte.

Em segunda análise, refere-se aos problemas de convivência que podem ocorrer com as pessoas que sofrem linchamentos. As pessoas sofrem muitas críticas ofensivas, causando sérios danos morais à pessoa que sofrem com a ignorância de outras. Além de danos morais, podem sofrer ameaças contra suas famílias e até mesmo de morte. O apresentador do Big Brother Brasil, Tiago Leifert, em uma publicação no Instagram, o apresentador disse ser contra linchamentos virtuais e seu nome foi o mais comentado com a hashtag #foratiago. De acordo com os usuários, o apresentador estava evitando comentar atitudes de participante na casa.

A fim de reverter a problemática que envolve a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais, são necessárias algumas ações. Cabe à Secretária de Segurança Pública ampliar as delegacias especializadas em crimes virtuais, com eficiência. Além disso, é preciso orientar, por meio de palestras e debates em escolas, pois são instrumentos promotoras de criticidade, os jovens, que são os maiores usuários de redes sociais