Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 30/10/2020
As redes sociais vêm crescendo cada vez mais com o passar das gerações. A comunicação está sendo facilitada a cada atualização. São infinitas as possibilidades de um simples usuário criar, deletar, editar e manipular diversas contas diferentes, o que dificulta em alguns aspectos de segurança. Algo que ganhou muito destaque nos últimos meses foi a ‘cultura de cancelamento’, que é nada mais do que um movimento em massa, que visa manchar a reputação de diversas pessoas no meio digital que, por algum motivo, desagradou um grupo de internautas.
Qualquer um pode criar uma conta falsa em alguma rede social, comentar em diversas postagens alheias, desrespeitar, fazer tudo o que acha que tem direito e nunca ser descoberto. As políticas de privacidade e a falta de recursos para o combate de usuários falsos/infringidores, protegem os mesmos, dando força, cada vez mais, ao linchamento virtual. Qualquer erro que alguém cometa, discordância de opinião ou simplesmente por ódio puro, é motivo de “cancelamento” (termo usado para o ato de difamar a imagem de alguém).
Em junho de 2020, por exemplo, J. K. Rowling, criadora do universo de Harry Potter, fora “cancelada” pela comunidade de uma mídia social, acusada de transfobia. O caso trata-se de um comentário um tanto quanto polêmico, que fez com que as pessoas comentassem e compartilhassem absurdos, xingando a escritora de todas as maneiras possíveis. Isso é só um dos casos de milhares de influenciadores (ou não) que vêm sendo linchados por usuários de diversos lugares do mundo.
Não defendendo o erro cometido por Joanne (nome verdadeiro de J. K.), mas sim a ideia de que todo ser humano comete equívocos, é possível concordar que não deveriam julgá-la da maneira como foi feita. Em muitos casos, esse tipo de atitude pode levar à depressão e, eventualmente, ao suicídio. Não é certo. Se nada for feito a respeito, chegará um momento em que todo mundo vai estar apontando o dedo na cara do outro, julgando-o como se tivesse esse direito.
Quem tem que tomar providências quanto a isso, além da consciência de cada pessoa (que é o mínimo), as próprias mídias sociais deveriam criar novos termos e mais rigorosos, a fim de se assegurar de que seus usuários estão seguindo essas políticas devidamente, tentando eliminar, ao máximo, essa sociedade tóxica que existe no mundo contemporâneo de tecnologia.