Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 03/11/2020

De acorco com a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, os cidadões tem direito ao lazer, segurança, saúde, bem-estar social e liberdade de expressão. No entanto, no ambiente virtual o direito à liberdade de expressão não é assegurado, as pessoas atacam umas as outras apenas por terem opiniões diferentes. Nesse sentindo, a “cultura do cancelamento” utilizada atualmente nas redes sociais e falta de leis rigorosas acarretam para o aumento dos linchamentos virtuais.

Primordialmente, a cultura do cancelamento começou em 2017 nas redes sociais com a união de grupos de pessoas com o intuito de denunciar crimes, porém, no atual ano de 2020, qualquer motivo pode gerar o “cancelamento” de pessoas ou empresas. Assim sendo, a Influenciadora Digital Gabriela Pugliesi foi alvo de duras críticas e linchada virtualmente após ter dado uma festa no momento de isolamento social por conta da COVID-19. A mesma teve que desativar as redes sociais e de acordo com a BBC News ela perdeu cerca de 2 milhões de reais em contratos com empresas que decidiram não ter sua imagem ligada a ela. Portanto, o “cancelamento” é a nova forma de linchar virtualmente as pessoas pelas suas ações, ocasionando uma série de problemas para o indivíduo.

Nessa lógica, na obra “modernidade líquida” do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é destacado a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas como uma das principais caracteristicas do século XXI. Desse modo, por falta de empatia das pessoas é preciso que seja implantado leis que punam crimes cibernéticos, todavia, o Brasil ainda não possuí uma legislação específica para isso. Segundo os dados da Confêrencia das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, o Brasil ocupa a quarta colocação com usuários de Internet e com isso os cybercrimes crescem de forma proporcional com novos adeptos. Em síntese, o ato de fazer comentários ofensivos, ameaçar ou difamar alguém pelas redes sociais deve ter o mesmo peso de ser feito de forma presencial, a pessoa que recebe esses discursos de ódio pode ter sua saúde mental abalada, também como sua vida pessoal e profissional.

Em virtude de tudo que foi citado, medidas devem ser tomadas para que haja mudança, o Ministerio das Telecomunicações deve alertar à população por meio de comerciais na TV e vídeos nas redes sociais sobre como a “cultura do cancelamento” é prejudicial para todos e deixar claro que todos estão sujeitos a passar por ela. Além disso, o Poder Legislativo deve implantar leis rigorosas para punir discursos de ódio feitos nas mídias sociais, com efeito evitará a disseminação dos linchamentos virtuais e os usuários não sofrerão mais com essa prática. Dessa forma, o Brasil poderá superar os linchamentos virtuais e a gravidade desse comportamento na sociedade atual.