Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 14/11/2020
É sabido que, no contexto técnico-científico atual, um novo ambiente social surgiu: a internet e as redes sociais e, por conseguinte novas formas de trabalho, como os influencers. No entanto, nos últimos anos, tal ambiente tornou-se tóxico, em um ambiente, onde a violência é mais facilmente cometida e relacionado à cultura de impunidade. Todavia, tais linchamentos virtuais estão adoecendo mentalmente não só as pessoas alvo, como também as que estão inseridas nesse lugar, o que é algo sério, visto que grande parte da população usa essas redes.
Tendo em vista a atual pandemia do novo coronavírus e a quarentena, houve uma militância enorme sobre influencers e pessoas conhecidas que “furaram” a quarentena, estimulando a cultura do cancelamento, a qual se fortificou muito durante a quarentena, sobre elas. Tal cultura, basicamente, é o linchamento virtual, que acarreta perda de seguidores e de Ibope. Isso pode ser posto como um dos fatores que permitiu o aumento do número de casos de ansiedade e depressão, que subiram em 80% durante o isolamento social, segundo pesquisa da UERJ. Um fator que não pode ser desconsiderado, é que muitas dessas pessoas que trabalham com a internet precisam se manter financeiramente durante a pandemia.
É notável que os sistemas de software estão cada vez mais modernos e avançados, entretanto, quando se trata de crimes, ele ainda é falho. Isso ocorre porque, primeiramente, não definiu ao certo o que se configuraria como crime e até onde vai a liberdade de expressão. Assim, essa sensação de liberdade e impunidade ligadas ao ambiente virtual favorece o seu caráter tóxico, o qual ele vem se tornando.
Destarte, reforça-se a ideia de que as violências virtuais são fruto da impunidade e dos vagos limites em relação à liberdade de expressão. Assim, compete ao Poder Legislativo criar uma lei bem definida acerca desses ataques virtuais e garantir uma aplicação eficaz. Ademais, o governo deve levar palestras a escolas e locais de trabalho a respeito dos limites da liberdade e da consciência necessária nesses espaços coletivos virtuais. Dessa forma, isso tornará tais lugares mais saudáveis para os usuários.