Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 16/01/2021

Mensagens de ódio. Falta de empatia. Crítica sem filtro. Esses são contornos que caracterizam os linchamentos virtuais, uma vez que há uma série de empecilhos para que tal processo deixe de ocorrer. Nesse contexto, o óbice persiste não só por ausência de empatia, mas também por base educacional falha.

Em primeiro plano, na série “os treze porquês”, é possível notar como a ausência de empatia atingem a vida das pessoas e como as “opiniões” devem ser ditas com cuidado, uma vez que em vários momentos do enredo, os jovens se encontram no meio de fofocas, onde algumas histórias eram falsas, sendo ridicularizados ou ofendidos. Paralelamente, fora da ficção, percebe-se muitas vezes a mesma situação, afetando o psicológico das pessoas envolvidas, que com o tempo podem adquirir transtornos e inseguranças, por resultado de linchamentos virtuais.

Ademais, conforme Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Sob esse viés, é possível perceber a capacidade das instituições de ensino, assim, torna-se evidente que as escolas deveriam ter o papel se romper com situações de preconceitos, discriminação e difamação. De acordo com Paulo Freire, grande defensor da propagação de conhecimentos, a educação é a porta para a mudança, assim, pode-se inferir que o grande problema de linchamentos virtuais é inversamente proporcional à má estrutura e ausência de ensino eficiente.

Diante dos fatos citados, é preciso que atitudes sejam tomadas para a mitigação desta problemática. Para que os linchamentos virtuais deixe de acontecer, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de investimentos estatais, programas que tenham o objetivo de conscientização e a divulgação das consequências de difamar, diminuir ou xingar, mesmo que por meio de redes sociais, que pode acontecer em espaços abertos, onde o convite e a propaganda acontecerá nas redes sociais, para que ganhe um maior público e que sejam distribuídos relatos que façam com que as pessoas entendam a gravidade do assunto e se coloquem na posição do outro. Dessa forma, os cidadãos atuaram ativamente na mudança da realidade brasileira.