Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 19/11/2020
Juiz da Internet
Com o advento da globalização, no século passado, houveram significativas melhorias no que tange a comunicação. Assim, nas hodiernas redes sociais, quaisquer informações podem ser divulgadas, e qualquer um é passível de julgamento. Desse modo, torna-se necessário avaliar as causas dos linchamentos virtuais, oriundos da natureza caótica do homem, junto do egoísmo inato.
Diante do exposto, cabe ressaltar, em primeira análise, a influência do modo instintivo no qual os seres humanos se relacionam. Com base no ideário de Thomas Hobbes, é indicado que o homem pré-contrato social, ou seja, sem a devida regulamentação, é selvagem e violento. Logo, entende-se que, na internet precária de normas, tal natureza é presente em sua forma mais abundante. Então, é incontrovertível que as redes sociais serem “terra de ninguém” influencia tal comportamento.
Ademais, é notável a tentativa do homem, dotado de inveja e egoísmo, deslegitimar qualquer conquista dos outros, buscando se sobressair. Ao adotar as teorias do sociólogo Bentham, compreende-se que os seres tomam suas decisões baseadas no nível de felicidade que as consequências o trarão. Portanto, mostra-se evidente a base para os chamados “cancelamentos”, na investida de autoafirmação às custas do fracasso alheio. Dessa forma, é indubitável o egoísmo como fator causal ao imbróglio.
Destarte, devido ao supracitado, percebe-se a necessidade de mudanças para impedir os linchamentos virtuais no Brasil. Cabe ao Ministério da Justiça, em consonância daquele responsável pela tecnologia, por meio de leis punitivas aplicadas ao mundo não-virtual e de conhecimento público, aumentar o controle sobre os atos de ódio e violentos presentes nas redes sociais, buscando tornar o meio digital mais pacífico, seguro e justo.