Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 21/11/2020
Na Revolução Francesa, a guilhotina foi criada para execuções, as quais eram empregadas em pesssoas que não seguissem o movimento. Esses atos eram feitos em praças públicas, onde a população presenciava tal evento motivado por divergências ideológicas. Esse “espetáculo”, perpetua até hoje na “cultura de cancelamento”, na qual, grupos de pessoas na internet repudiam, através de agressões verbais, qualquer pensamento que diverge dos deles. Essa intolerância aliada à algoritmos de redes sociais estimulam o aumento dos “linchamentos virtuais”.
Ademais, essa prática já atinge níveis exorbitantes. Uma pesquisa publicada pela Tordit, a qual apontou 215 mil comentários agressivos no Twitter Brasil, propagados por um único grupo de pessoas com interesses em comum. Essa pesquisa evidencia o modus operandis da famigerada cultura de cancelamento, a qual desrespeita quaisquer indícios de direito à opinião, e busca a hegemonia de pensamento por meio da repressão social, o que é uma afronta em uma sociedade democrática.
O que ajuda a realização dessa homogeneidade são os algoritmos das redes socias, os quais estimulam gregarismo de usuários com ideologias semelhantes. Um exemplo dessa união é o “treding tops” do Twitter, recurso que mostra os assuntos apregoados e direciona esses conteúdos para pessoas com opinião não formada, a fim de convertê-los intelectuamente. Esse artifício irresponsável e tendencioso permite assim, a imperiosa estruturação e crescimento desses grupos.
Em suma, a intolerância e os algoritmos das redes sociais são fatores chaves para o fomento dessa comunidade e devem ser combatidos pelo Ministério da Educação, por meio de palestras gratuitas de “comportamento digital”, que tem como objetivo a atenuação do comportamento agressivo dos adeptos de linchamentos virtuais. Além dessa proposta, a Anatel deve suspender qualquer sistema que induz um pensamento cordato coletivo, como o treding tops do Twitter, a fim de impedir a nocividade e propagação dos linchamentos virtuais.