Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 25/11/2020

A internet, nos dias de hoje é considerada o meio mais rápido de comunicação, também pode ser tratada como um campo minado. Tudo ali publicado ou compartilhado está sob os olhares dos mais variados públicos, podendo haver críticas construtivas ou destrutivas. O autor da publicação deve ter ciência de todas as consequências antes de realizá-la.        Em primeiro lugar, torna-se visível que a maior parte da população não está preparada para a quantidade de informações que chegam a toda hora, com os mais variados pontos de vista de um mesmo assunto. Cada um defende o seu lado ou a sua concepção de vida. O fato de podermos criar contas anônimas na internet, proporciona a muitos, postagens de comentários discriminativos, o escrever para depois pensar, julgando a internet como uma terra sem lei. Essa prática hoje conhecida como Cyberbullying é crime, acarretando processos nas áreas civil e criminal, bastando apenas algumas capturas das telas, mostrando os comentários para levar o caso a justiça.

Segundo O Marco Civil da Internet, em vigor desde 23 de junho de 2014, define os direitos e responsabilidades relativos ao uso dos meios digitais, abrangendo a garantia de liberdade de expressão precisando ser respeitado. Postagens com agressões racistas, por exemplo, a lei determina a quem oferece serviços, como redes sociais, blogs e vídeos podendo ser culpado, caso não tire o material do ar, depois de avisado judicialmente. O combate a esse tipo de crime no Brasil, vem crescendo nos últimos anos, previstas em lei penas mais rigorosas por calúnia, difamação, injúria e  punições aos praticantes desses atos variam de multas e detenção que pode ser de seis meses a dois anos.

Contudo quando acontecer: Não responda às ofensas; salve todo o conteúdo e faça Boletim de ocorrência em uma delegacia; não apague mensagens/imagens/publicações eventualmente recebidas. Esse conteúdo poderá ser usado como prova em um futuro processo e procure um advogado ou defensor público para avaliar o que pode ser feito.