Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
O valor de uma critica construtiva
O linchamento virtual se manifesta quando um grupo de pessoas ataca alguém por meio digital, após esta ter postado algo que teria caráter inofensivo. O Artigo XIX, da carta magna, garante a todos os direitos à liberdade de opinião e de expressão. No entanto, a falta do senso critico e o preconceito em massa de um grupo são ações que contribuem para a problemática. Desse modo é imprescindível uma conduta a qual é prezado o uso correto e construtivo do meio virtual.
Em primeiro lugar, é consistente ressaltar que uma população lincha para punir, ou seja, vingar determinado grupo que, sobre seu julgamento, em uma postagem, foi atacado. Entretanto temos na sociedade um grupo maior de não críticos, desse modo quando um individuo tenta se opor a esse grupo maior, este acaba sendo objeto do linchamento . Segundo pesquisadora da Unicamp Karen Tank Mercuri Macedo “Se você não se encaixa no grupo homogêneo, precisa ser destruído, nem que seja só com palavras. Não existe mais essa fronteira fixa entre o real e o virtual. ”. Ademais essa cultura vem sendo cada vez mais comum, de cidadãos não pensantes e não críticos.
Em segundo lugar, torna-se relevante o fato de que o preconceito é dilema a ser vencido na sociedade. De modo que é o princípio da nossa problemática, quando uma pessoa é linchada é a mesma coisa que dizer que não aceitam o que ela pensa e criam um pré-conceito ofensivo que é exposto através da mídia. Conforme doutor em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) “Eu tenho a impressão de que uma pessoa não tem noção do poder da palavra. A pessoa pode ficar deprimida, os efeitos são os mesmos que se fosse pela internet. Muitas vezes elas não têm noção de quanto é nocivo ”. Por fim, toda essa ação gira em torno de um estopim, a não aceitação de uma opinião dentro de outro meio.
Em linhas gerais o linchamento pode ser crime, podendo acarretar em processos tanto no campo cível, com dano moral, quanto na área criminal, como injúria, calúnia e difamação. Portanto ações devem ser exercidas. O Ministério da Educação juntamente com a Fundeb, devem fazer projetos inclusivos, dentro das escolas, para a aceitação das diferenças dentro da sociedade, e em parceria com o os três (poderes, legislativo, judiciário e executivo) e o Ministério da Segurança, legislar, executar e fiscalizar novas leis contra o preconceito, contra o comentário ofensivo no meio digital. Logo é culminante uma mudança de valores voltados ao uso construtivo no meio virtual.