Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
Perante a Lei n° 13.185, de 6 de novembro de 2015, o cyberbullying ocorre quando a uma intimidação sistemática na rede mundial, a fim de difamar a imagem de alguém, o que é considerado crime. No entanto, mesmo que haja uma lei para evitar que essa prática continue, ela não é comprida, o que já resultou em suicídios e pessoas deprimidas. Alguns motivos para que isso exista são a noção do anonimato ou pela existência de um conceito equivocado sobre liberdade de expressão. A resolução desse problema é necessária e, também, é um grave problema social.
Em primeiro lugar, é correto afirmar que o anonimato faz com que os usuários da internet fiquem confortáveis para expor a sua opinião. Todavia, isso se torna um problema quando o objetivo do comentário é transmitir o ódio, visto que muitas pessoas são sensíveis e são muito afetadas por essas críticas. Há aproximadamente duas semanas atrás, a Charli D’amelio, criadora de conteúdo, afirmou que queria ter chegado aos 100 milhões de seguidores exatamente um anos após o seu ingresso à plataforma Tiktok. Entretanto, diversos indivíduos interpretaram de um modo errado, assim ela recebeu muitos xingamentos até havia pessoas que desejavam a morte dela. Logo, deve-se realizar ações que diminuam a propagação de ódio no ambiente virtual.
Além disso, é correto afirmar que o conceito de liberdade de expressão é confundido frequentemente com discurso de ódio. Desse modo, é muito comum achar comentários homofóbicos, xenofóbicos, racistas, machistas e os a respeito de que é necessário ter o corpo padrão, senão uma pessoa é considerada feia, Body Shame. Isso se torna a principal preocupação já que aqueles que possuem problemas para aceitar e falas negativas sobre suas inseguranças podem fazer com que fiquem deprimidos ou até mesmo consequências bem mais sérias. Um exemplo é Sienna Mae, criadora de conteúdo, que geralmente recebe comentários maldosos a respeito de seu corpo, por não ser considerado o padrão de beleza. Assim faz-se necessário que combata o cyberbullying.
Portanto, a fim de acabar com o cyberbullying e o discurso de ódio são necessárias medidas. É preciso que a Secretaria de Segurança Pública aumente o número de delegacias especializadas em crimes virtuais, em todas as regiões do Brasil, que deve ser mais eficaz que os atuais. Além disso, o Ministério da Educação, junto das escolas, deve incentivar estudos sobre aceitação automática e que fazer se alguém cometer cyberbullying para adolescentes e crianças, visto que eles são a maior parcela de usuários da internet. Ao serem apagadas essas ações, viveremos em uma sociedade com menos crimes virtuais.