Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 25/11/2020

Em tempos modernos em que não é tão incomum que a gente vai falar com pessoas que antes não teríamos acesso, uma celebridade, um jornalista, ou um desconhecido, e ambos também estão sujeitos ao linchamento virtual. Basta uma atitude que seja entendida como errada por uma parte dos internautas, que uma multidão já se manifesta.

O linchamento virtual consiste basicamente em infernizar a vida de uma pessoa até não poder mais, seja com correção, críticas, insultos e outras maneiras. De acordo com Leonardo Goldberg, doutor em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), a prática é só uma atualização digital de algo que já acontece fora desse ambiente, em que há uma reação popular desproporcional. “Eu tenho a impressão que a pessoa não tem noção do poder da palavra. A pessoa pode ficar deprimida, os efeitos são os mesmos que se fosse pela internet. Muitas vezes elas não têm noção de quanto é nocivo ”, explica.

O apontar de dedo para o erro serve como ferramenta para uma discussão mais ampla, e não se tornar um tribunal fulminante que apedreja a pessoa e desintegra sua reputação. A vontade de massacrar alguém virtualmente é a mesma que de atacar uma pessoa em praça pública, e seu efeito pode ser tão destrutivo quanto apedrejar fisicamente. É claro que muitas vezes estamos decepcionados  com atitude de alguém ou irritado com algo que nos parece muito ofensivo. Mas uma coisa atitude atitude é contra argumentar e mostrar o quão tosca é tal, outra, bem diferente, é o esvaziamento total de credibilidade, é a perseguição e a difamação. Destruir a reputação de alguém não é discordância, é vingança.

Com toda essa antipatia medidas contra devem ser recuperadas, cabe ampliar as delegacias especializadas em serviços cibernéticos, promover ações para diminuir a quantidade de suicídios promovidos pelos linchamentos virtuais. Promover em escolas, palestras e discursos para as crianças e os adolescentes, já que são uma boa parte dos usuários da internet. Assim tentando diminuir ao máximo os discursos de ódio pela web.