Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
Na maior parte das ocasiões em que a web se volta contra alguém de forma visceral a gente perde alguma coisa. O apontar de dedo para o erro teria que servir como método para uma debate mais ampla, e não se tornar um tribunal impetuoso que injuria a pessoa e dissolve sua imagem. A propósito de massacrar alguém virtualmente é a mesma que de atacar uma pessoa em praça pública – e seu efeito pode ser tão destruidor quando apedrejar fisicamente.
Mas uma coisa é contra-argumentar e apresentar o quão ordinária é uma atitude, outra, bem diferente, é a manobra que visa o esvaziamento total de confiança, é a perseguição e a difamação. Ou seja, se o que vem na sua direção é um monte de argumento, segure a respiração, aguente firme e faça uma autocrítica, mas não se coloque na posição de vítima de um massacre.
Uma das diferenças principais é a opressão, no linchamento a pessoa passa a ter seus passos todos acompanhados (online e ou offline) e tem perdas reais devido aos atos que vêm em sua direção: perde o trabalho, os perfis nas redes sociais, a saúde mental a privacidade e mais um par de recursos que variam de caso para caso.
O linchamento tende matar a pessoa (online ou offline) e exatamente por isso acaba nos levando para um lugar bem fora da discussão central.