Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
Durante a Guerra Fria, no ano de 1969, houve o surgimento da internet que possibilitou maior acesso a informação das pessoas e inovou os meios de comunicação, possibilitando o diálogo de pessoas de diversos lugares. Contudo, embora trouxe muitos pontos positivos, esse meio facilitou a prática do linchamento virtual diariamente. Isso se deve à difusão massiva de ódio nas publicações nas redes sociais e ao descumprimento da lei que assegura a dignidade ao indivíduo. Nesse sentido, são necessárias medidas para amenizar a problemática no meio social. Em primeiro plano, é notável que existe uma negligência por parte da sociedade na internet que permite a ocorrência do linchamento. Com isso, as pessoas não se importam com os danos que irão causar e disseminam comentários negativos nas postagens. Segundo a filósofa Hanna Arendt, quando uma ação acontece de maneira recorrente ela tende a ser considerada normal e causa impacto principalmente na vida de quem sofre. De maneira análoga a esse pensamento, a exclusão virtual que já é considerada comum traz consequências negativas a vida da vítima, como depressão e anorexia. Outrossim, de acordo com o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, no seu livro Cidadãos de Papel, muitos direitos são assegurados na Constituição mas não são cumpridos, como o direito à dignidade. Que muitas vezes não é efetivo devido ao bullying permanente nas redes sociais, que ferem esse direito, pois tem relações diretas com agressões físicas, exclusão e até ameaças de morte. Isso ocorre pela criação de estereótipos, em que muitas vezes não aceitam o diferente, somente aquilo que é considerado ideal. Dado os fatos supracitados, é fulcral que o Ministério da Justiça crie uma lei de obrigação de uma ferramenta em todas as redes sociais que exclua a conta da pessoa que está disseminando o ódio, por meio de mecanismos de denúncia nos comentários. A fim de que o linchamento virtual diminua. Além disso, o Ministério da Saúde deve disponibilizar psicólogos nos postos de saúde, escolas e faculdades, para que os danos psicológicos sejam tratados. Sendo assim, a internet cumprirá sua função de maneira efetiva.