Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 25/11/2020

O linchamento virtual é uma guilhotina moderna. Com apenas alguns cliques uma pessoa perde sua carreira, seus sonhos e vida. O povo anseia por “sangue”, quando alguém posta algo que é politicamente incorreto para o outro, o ódio se inicia e temos as pessoas não mais criticando uma ideia mas a pessoa por trás dela, como se ela fosse responsável por todos os males envoltos nisso, a internet esquece que atrás daquela tela existe um ser humano e dissemina todas as suas frustrações. Existe a ideia de que na internet tudo é permitido, os internautas acreditam que podem digitar o que quiserem e sairão impunes, temos que crime por definição é tudo aquilo que causa algum dano em outrem, logo um ataque virtual de larga escala que sempre causa algum prejuízo, seja ele mental, econômico ou até físico é crime, por lei.

Em Locke, um dos iluministas que inspiraram a Revolução Francesa, temos que o Estado deve agir como mediador impedindo que a população se destrua, submetendo todos dentro de um sistema de lei comum, o que ele determinou como pacto civilizatório.

Uma tragédia que ocorreu devido ao linchamento foi a morte do jogador profissional Byron “Reckful” Bernstein que ao pedir sua namorada em casamento pelas redes sociais recebeu uma chuva de hates desgovernados, repetitivos e destrutivos, que acabou levando-o a cometer suicídio antes mesmo de sua namorada pudesse sequer ver o pedido, que demonstra a nocividade que esse meio pode causar.

Um “pacto civilizatório virtual”, a ideia de que o governo tomaria conta de certos controles nos meios digitais, mas não de forma autoritária como em países como a China, estes seguem a ideia de Hobbes e não de Locke, como pai do liberalismo a censura é repulsiva mas o controle o necessário, a liberdade de expressão deve ter seu limite, e ele para na disseminação de ódio. O Estado então teria que primeiro instaurar um sistema para bloquear palavras e frases extremas como: “se mata”, segundo deve determinar que grupos ou pessoas que nas redes tem um maior histórico de disseminação de ódio e localizar as palavras mais utilizadas com esses objetivos e as bloqueando, mais palavras com caráter odioso vão surgir porque a língua é viva tendo então que determinar um controle contínuo conforme vão sendo criadas e distribuídas.