Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
Nos tempos modernos, acaba se tornando viral e facilita o acesso àquelas pessoas que achávamos que antes nunca teriamos contato. Celebridades, jornalistas ou estranhos estão sujeitos a linchamentos virtuais. Apenas alguns internautas se sensibilizam pela atitude errada, mas a multidão aponta o dedo mostrando que certas coisas não podem ser feitas e são imperdoáveis. Essas publicações costumam estar repletas de mensagens de ódio e até ameaças de morte.
O direito à liberdade de expressão é um princípio da constituição histórica da ditadura militar que se opõe ao sistema de censura, mas com o avanço da tecnologia, é difícil se proteger do discurso hostil, formando assim um coletivo, falso pacifista na Constituição brasileira. Hoje em dia, é muito mais fácil atingir alguém psicologicamente e causa ainda mais traumas que a violência física. Nas redes sociais, os usuários costumam postar seu cotidiano, incluindo fotos, frases e vídeos, e se expõem demais, o que acaba dando margem para julgamentos. Os indivíduos agem muito rapidamente e não pensam antes de agir ou conhecer a verdadeira fonte, o que é propício a casos de linchamento virtual. Em suma, por causa dessa ampla liberdade de expressão e porque os usuários da Internet acreditam que é o maior dos direitos, eles se esquecem da dignidade da pessoa linchada, e as vítimas podem ter problemas permanentes de saúde como depressão e ansiedade. Por outro lado, a alfabetização digital é uma ferramenta importante para o comportamento digital.
Portanto, para resolver essa problemática os governantes devem aumentar o número de delegacias especializadas em cibercrimes, além de promover palestras e campanhas que incentivem a empatia ao uso das redes sociais, visando a melhora do comportamento digital e impondo limites até onde é dito a própria opinião e onde começa um linchamento.