Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
No sexto episódio da terceira da temporada da série Black Mirror, Clara Meades publica, em suas redes sociais, uma foto em que ela aparece urinando em um monumento de guerra e, logo após, sofre com comentários de ódio. É indubitável que o anonimato proporcionado pela internet, juntamente com a possibilidade de julgar a ineficácia dos processos oficiais de justiça, ocasiona o linchamento virtual, realidade a qual carece de ser revertida.
Embora seja essencial para diversas pessoas, a internet traz consigo o anonimato virtual, o qual pode ser utilizado para disseminar discursos de ódio. De acordo com uma pesquisa realizada pela ONG SaferNet, denúncias de comentários de ódio anônimos subiram em 55%. Apesar de o livre arbítrio e a liberdade de expressão sejam garantidos por lei, o direito de resposta e a indenização por danos morais também são garantidos pela constituição brasileira e, para garantir esse direito, é imprescindível que a realidade do anonimato seja revertida.
Além disso, é possível ressaltar que a internet é um espaço para se expressar diante da indignação acerca da ineficiência da justiça. De acordo com o pesquisador Vladimir Passos de Freitas, em 2015 o Brasil liderou no ranking de uma das piores justiças do mundo, uma vez que casos vistos como graves sofreram reduções drásticas na pena. Outrora, o professor e sociólogo José Martins de Souza, da Universidade de São Paulo (USP), afirma que “uma hipótese mais provável é a de que uma população lincha para punir, mas sobretudo para indicar seu desacordo com alternativas de mudança social que violam valores e normas de conduta tradicionais. " Portanto, é preciso resolver tão problemática.
Logo, diante de tal situação, é necessário que o problema em questão seja resolvido. Desse modo, é preciso que o Ministério da Justiça, órgão responsável por enfrentar crimes cibernéticos, intensifique seus esforços para resolver os crimes, visando diminuir a ineficiência da justiça, enquanto o Poder Lesgislativo, responsável pela criação de leis, apresente um projeto de lei que regulamente o anonimato na internet, para que as informações do usuário sejam protegidas ao mesmo tempo em que previne a disseminação de comentários de ódio.