Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
Linchamentos: quando uma população vira júri, juiz e executor. Se tratando do campo virtual, é recorrente situações em que vários indivíduos julgam outros de forma superficial. No entanto, a atitude pode ser crime, a depender das ofensas que forem publicadas. O que pode acarretar em processos tanto no campo cível, com dano moral, quanto na área criminal, como injúria, calúnia e difamação.
Segundo o sociólogo e professor da USP, José Martins de Souza, uma vítima de um linchamento “geralmente cumpre a função ritual e sacrificial do bode expiatório”. Apesar do linchamento virtual se divergir do físico, é valido lembrar que a pessoa atacada tem uma vida social, família e não é simplesmente um avatar, ou seja, são causados danos psicológicos e emocionais.
O linchamento pode ocorrer por causa da ignorância do indivíduo, o qual por falta de letramento digital não usa o senso crítico, e, sendo assim, não verifica a veracidade das informações lidas, repassando notícias falsas e pejorativas, consideradas “Fake news”. Por isso, ressalta-se a necessidade de verificar as fontes do que é propagado no meio cibernético.
Logo, deve-se ter cuidado para não transformar uma rede social de entretenimento em uma distopia perturbadora. No caso de linchamento virtual vários crimes podem ser configurados, bem como: discurso de ódio, incitação a violência, injúria, violação de intimidade, difamação e outros. Cabe ao poder judiciário exercer a aplicação das leis, para que no futuro sejam diminuídos a quantidade de casos do linchamento virtual.