Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 25/11/2020

Hodiernamente, observa-se a presença de um fenômeno na sociedade atual: O linchamento virtual. O ato “linchar” remete à Lei de Lynch, que deu origem à palavra, e refere-se à lei protetiva contra a onda de ódio em 1837 de brancos à negros e índios na região da Nova Inglaterra, Estados Unidos. É indubitável a presença dessa cultura de linchamentos virtuais na nossa sociedade atual e os malefícios da mesma, sobretudo devido aos danos morais causados ás pessoas envolvidas e ao aumento da nocividade das redes sociais.

Sabe-se que o fenômeno de testemunhar e provocar danos alheios é algo enraizado na cultura humana, desde a Grécia Antiga onde espartanos organizavam festivais de combate entre guerreiros como forma de justiça. O documentário “O Dilema das Redes” lançado em 2020 pela plataforma de streaming Netflix, evidencia os mesmos costumes primitivos humanísticos, porém inserida no contexto tecnológico hodierno. Assim como explicitado no documentário, as redes sociais se tornaram nocivas, submetendo indivíduos à situações de vulnerabilidades e danos morais, fazendo dessa forma, necessária a intervenção e fim dessas práticas.

Ademais, a blogueira Gabriela Pugliesi foi vítima do fenômeno em questão, o linchamento virtual ,ao promover uma festa no contexto da pandemia da COVID-19 onde era necessário o isolamento social, com o linchamento, perdeu cerca de 3 milhões de reais em contratos publicitários, além da presença de violências verbais, resultando na ausência da internet. Casos como esses demonstram a necessidade da intervenção estatal explicitado por Thomas Hobbes “O homem é o lobo do homem, em guerra de todos contra todos” observa-se na citação a presença do caráter humano em agir de forma violenta a própria espécie.

Portanto, a fim de mitigar a natureza humana em agir contra a própria espécie, promovendo danos morais e tornando as redes sociais lugares nocivos através de linchamentos virtuais, faz-se necessário a intervenção estatal. Por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública atribuir penas mais severas aos crimes cibernéticos ao permitir a retirada permanente desses indivíduos no contexto virtual além de taxas e exclusão social. Além disso, cabe à população a conscientização acerca dos  perigos dos linchamentos virtuais, a fim de se estabelecer a fraternidade e respeito seja esta de forma cibernética.