Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
Atualmente, desde o início da globalização, vivemos em uma sociedade tecnológica e muito conectada. A proporção e a rapidez que as informações chegam até nós de algo que acabou de acontecer são de fato surpreende. Os meios de comunicação, juntamente com as redes sociais contribuíram consideravelmente para a aproximação de pessoas e o grande acesso a informação, porém, também é notório os malefícios que essa onda de interação pode causar.
Diante disso, é evidente o número crescente de usuários que usam as redes sociais para desabafarem, argumentarem sobre determinado assunto e usarem de sua opinião para conscientizar a sociedade sobre tal ato, ou até mesmo, discordar do ponto de vista alheio. Atualmente, uma frase mal interpretada ou um ponto de vista divergente da maioria dos leitores são motivos para a chamada “política de cancelamento”. Sobem as famosas hashtags nas plataformas online, e com pouco tempo a fala de um simples usuário se torna vista por milhares de pessoas. Isso contribui para o linchamento virtual, que muitas vezes acabam em incitação ao ódio e violência, gerando consequências graves para a pessoa exposta.
Com o fácil acesso às publicações da maior parte dos usuários, principalmente famosos e digitais influencers, muitas pessoas ignoram o contexto do que foi expresso, pegando apenas a parte que lhe convém para distorcer o que o foi falado, levando outras milhares de pessoas a acreditarem e concordarem com a inapropriação da fala alheia, acarretando a vítima a fama de ser mal falada e vista, causando muitas vezes doenças psicológicas e podendo levar até a depressão.
Dessa forma, é de extrema necessidade que os usuários das redes sociais tomem consciência daquilo que publicam, para que não desrespeitem ou prejudiquem uma determinada minoria. E cabe aos leitores e demais usuários a serem mais humanos e aceitarem a opinião de cada indivíduo, pois todos possuem a liberdade de expressar o que pensam, e certamente assim, com a consciência e respeito de todos conseguiremos avançar em sociedade.