Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
É indiscutível que a internet é um prato cheio para discussões. Um espaço onde não é necessário ver a pessoa frente a frente torna qualquer um muito mais corajoso para qualquer debate. Por isso, muitas das vezes as redes sociais passam a ser um lugar tóxico, já que qualquer um diz o que quer. Mas será que as pessoas podem de fato falar o que vai à mente?
De acordo com o jornal O Globo, em 2017 uma menina se suicidou após vários ataques pelo Facebook. Ela havia feito uma postagem que não agradou muitos internautas, e assim, ela foi mais uma vítima da cultura do cancelamento que sociedade vive.
É visto que é necessário denunciar uma postagem racista, uma postagem homofóbica, mas fazer ataques pessoais à pessoa é de mais. Inúmeras pessoas que defendem esses cancelamentos pessoais, defendem também ameaças, e alguns até as cumprem, o que torna a população cada vez mais violenta. “O melhor modo de vingar-se de um inimigo, é não se assemelhar a ele” Marco Aurélio.
A cultura do cancelamento se tornou popular em meados de 2017, 2018, criada para boicotar artistas que davam opiniões que desagradavam seus fãs, ou até mesmo quando não esclareciam sua opiniões, como na época de eleição presidencial em que Anitta foi cancelada por não expor sua opinião sobre as eleições. Pois fica o questionamento, até onde esses cancelamentos vão? Eles funcionam de algo? Qual seria o correto?
Portanto, em vista de todos os problemas apresentados, é nítido que a sociedade está desestruturada psicologicamente contra qualquer problema. É necessário que escolas e instituições deem um melhor apoio psicológico e também e conscientizem mais sobre as consequências do cyberbullying e como a opinião própria pode afetar a vida de alguém, além de propagandas governamentais em TV aberta.