Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
Segundo Luiz Felipe Pondé, filósofo brasileiro, assim como na antiguidade, onde pessoas eram apedrejadas em praças publicas, atualmente os resquícios de tal cultura ainda se fazem presentes. No caso de Alicia Lynch, seu apedrejamento foi virtual, após uma brincadeira de mal gosto com o atentado de Boston. O comportamento errôneo da garota, levou os “patrulheiros sociais da web”, a atacarem, com seus discursos de ódio e selvagerias disseminados através de suas telas, conseguiram provocar a demissão da menina.
A falta de liberdade para poder se expressar nas redes sociais é uma realidade, embora a internet seja uma “terra de ninguém” cada dia mais pessoas são canceladas pela ignorância dos usuários. O cuidado que se deve tomar ao fazer uma publicação, é referente a pisar em ovos. A baixaria das palavras de ataque, apenas comprovam a imbecilidade e falta de argumentos dos “canceladores” que fazem de seus teclados verdadeiras armas.
As redes sociais são atualmente um dos principais meios de entretenimento das pessoas, e o alcance das mesmas é mundial, ou seja pessoas do mundo inteiro conseguem ver seus “posts” e da “likes”. Com o alcance dos meios ficou muito mais fácil atingir pessoas “famosas” e de certo modo, ser famoso se tornou um objetivo dos usuários, afinal quem não quer uns holofotes? Antes da existência de tais meios uma pessoa só teria acesso a suas fotos se fosse um parente ou amigo, sendo muito mais limitado o alcance e o cancelamento, inexistente.
O movimento de cancelamento deveria ser cancelado, afinal o respeito e a tolerância são as verdadeiras bases da democracia. Ninguém é puro o suficiente para apontar o dedo para os erros dos outros e cancelar a pessoa. Como dito pela Jornalista Vera Magalhães “quem é você para cancelar alguém?… você não é Deus, juiz e nem dono da verdade”.