Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
De acordo com o dicionário Macquarie, que todos os anos selecionam as expressões que mais caracterizam o comportamento do ser humano, em 2019 elegeu “cultura do cancelamento” como expressão do ano, tendo como consequência, a problemática questão do linchamento virtual. Entre as principais causas geradoras desse movimento são; a escassez de leis e legislações no mundo virtual, e o grande poder do anonimato nas redes, situação que precisa ser revisto.
Em primeiro lugar, é de conhecimento geral de que no Brasil não há leis suficientes contra os crimes cibernéticos desta forma, o judiciário apresenta soluções imediatas que não sanam o problema de forma permanente e eficaz. Tal carência leva pessoas comuns a propiciar consideráveis danos, tendo como exemplos, pedofilia, publicação de informações pessoais e crimes contra a honra sendo eles os linchamentos virtuais. Recentemente a cantora Luíza Sonza sofreu um ataque em suas redes sociais por uma suposta traição, recebendo varias criticas, mensagens de ódio de usuários que nem se quer sabiam se o rumor era real. Não só… como também temos um termo muito popular nas redes, chamado “exposed” onde as vítimas de algum crime ou ato sem coerência ética expõem informações e imagens dos violadores.
Além disso, a opção do anonimato das redes, esta cada vez dando mais poder aos usuários, permitindo que expressem suas opiniões ofensivas de maneira livre, causando o empobrecimento dos debates e dificultando as relações sociais. Segundo a socióloga Maísa Marchetti, a cultura do cancelamento e a consequência desses atos ilegais e ofensivos no mundo virtual sem qualquer tipo de punição torna as redes sociais, uma vitrine, para que pessoas descarregarem suas frustrações e ódios contra outros usuários de forma explicita, principalmente se ela agiu ou demonstrou ideais opostos a movimentos como racismo, lgbtfobia, entre outros. Tendo assim a necessidade de medidas precativas sem interferir no direito do livre arbítrio dos usuários.
Logo, a fim de que o linchamento virtual e a cultura de cancelamento se dissipem no meio virtual. È imprescindível que haja a construção de um departamento de segurança virtual nos países e a criação de leis governamentais e mundiais a fim de acabar com os crimes cibernéticos. Além disso, cabe aos governos mais estruturados, fazer projetos e ações contra cyberbullying, para que essa cultura de agressão virtual deixe de ser um perigo a saúde física e psicológicas dos usuários afetados.