Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 25/11/2020

Na série norte-americana “Gossip Girl”, um perfil anônimo em uma rede social publica comentários ofensivos entre os alunos de uma escola, causando intrigas e discussões. Infelizmente essa situação não se resume as telas, a ascensão das mídias sociais na ultima década propiciou um ambiente para os linchamentos virtuais, já que os usuários podem se esconder por trás de perfis na internet. Com efeito, evidencia-se a necessidade do debate da propagação de ódio nas redes sociais.

O Art. 5 da Constituição garante o direito à liberdade de expressão, porém há uma linha tênue entre essa liberdade de expressão e comentários ofensivos. Denuncias de crimes virtuais vêm aumentando anualmente, e em sua maioria, os que ferem os direitos humanos, como racismo e homofobia.

Sob esse viés, é importante salientar que, o ambiente das redes sociais possibilitou uma atualização mais tecnológica dos linchamentos sociais, sendo que hoje, milhares de pessoas podem fazer comentários julgando um único individuo. Como consequência dessa cultura do “cancelamento”, a pessoa afetada pode desenvolver algum tipo de transtorno, chegando até mesmo na depressão, como em vários casos.

Diante desse grande problema, medidas devem ser tomadas. A princípio, é de extrema importância que, as escolas, em parceria com as famílias, levem esse discurso entre os jovens, para amadurecer uma consciência social e de seus próprios atos, mesmo dentro da internet. O Congresso Nacional também deve formular e intensificar leis que punem crimes virtuais ligados a propagação de ódio e difamação. Dessa forma, o ambiente virtual se tornará menos agressivo e propenso a discursos de ódio.