Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/11/2020
O cancelamento virtual, surge como um movimento de romper estruturas de poder, fazendo denúncias justas que de outra forma não seria ouvida. Mas pela internet ser considerada uma “terra sem leis”, ao fazerem as denúncias muitas das vezes acaba virando discursos de ódio, linchamento e difamação configurando como uma vingança com como próprias mãos de forma coletiva e prejudicial. Desse modo empresas e famosos vem sendo cancelados diariamente, gerando problemas a vida social e saúde mental.
Sabe-se que as redes sociais, como o Twitter, ao permitirem viralização de conteúdos e opiniões, possibilitam o fenômeno do cancelamento de pessoas, famosos e empresas de forma rápida. Um caso que aconteceu com a web celebridade Maju Trindade, que ao publicar seu livro, foi cancelada e muito criticada pelo fato de um subtítulo batizado de “Drake Mozão” afirma que a jovem, descobriu que tem uma “alma negra”. “Descobri que tenho uma alma negra. Amo hip-hop ”, diz no texto. Contudo, nem sempre as denúncias e exposições condizem com uma luta social, pois podem ser usadas como espaço para disseminação de ódio.
Ademais, o compartilhamento e a exposição sem averiguação dos fatos podem prejudicar a vida social e a saúde mental das vítimas de cancelamento. Fato que aconteceu com, Lindsey Stone, que passou por um cemitério militar, cuja entrada estava com a placa: “Silêncio e respeito” tirou uma foto com as mãos fazendo gestos que indicava, que estava gritando e mostrando o dedo do meio. Ao postar essa foto ela viralizou, começou a receber milhares de mensagens de ódio e ameaças de morte, em poucos dias ela perdeu o emprego, e nos meses seguintes, desenvolveu depressão e passa a se recusar a sair de casa. Portanto, a cultura do cancelamento tem que ser moderada pois, pode acarreta sérios problemas como até mesmo o suicídio.
Dessa forma é necessário que esse cenário de discurso de ódio, difamação e vingança com as próprias mãos possa ser revertido. Assim, cabe ao Ministério da Educação, educar as crianças e jovens sobre os impactos de movimentos coletivos de cancelamento na sociedade, com aulas sobre educação de midiática e uso adequado de redes sociais. Além disso, cabe as redes sociais analisar fontes de viralização de compartilhamentos, e por filtros de segurança, a fim de evitar informações falsas ligadas às denúncias.