Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 25/11/2020

De acordo com Steve Jobs, fundador da empresa Apple, “A tecnologia move o mundo”. Nesse sentido, ao analisar a internet, é possível perceber que, apesar de ser uma importante ferramenta tecnológica do cotidiano e conectar pessoas, grandes problemas surgem em seu meio, como por exemplo os linchamentos virtuais. Tais comportamentos dos usuário devem ser analisados e fiscalizados a fim de dirimir a problemática.

Em primeiro lugar, o ambiente virtual potencializa os julgamentos. Uma das grandes reflexões propostas pelo pedagogo brasileiro Paulo Freire é que se a educação não for libertadora, o sonho do oprimido é se tornar opressor. Nessa ótica, as redes sociais, por exemplo, ao enaltecer um determinado tipo de vida ou corpo oprimem aqueles que fogem ao padrão, fazendo com que eles sintam desejo de descontar essa insatisfação em outras pessoas. Por isso é fácil e tentador à alguém comum e anônimo atacar um grande blogueiro ou famoso, que pode ser em alguns casos a fonte de insatisfação dos seguidores.

Além disso, a forma de comunicação pelas redes, que permite interações menos profundas, permite julgamentos mais frequentes e severos. O anonimato, a distância física e a possibilidade de simplesmente se desconectar do mundo virual dá aos usuários incríveis liberdades, fazendo com que se sintam no direito de cometer violências e atos de linchamento com pessoas famosas sem medo de serem responsabilizados. Tal sentimentos de inimputabilidade é falso e deve ser combatido.

A fim de dirimir a problemática, é importante que as redes sociais promovam ações inibitórias contra linchamentos virtuais, tais como reconhecimento de palavras agressivas e apagamento de mensagens e comentários com esse tipo de conteúdo. Além disso, é importante que o governo invista em campanhas online de conscientização contra linchamentos virtuais, ressaltando a importância da empatia e respeito nas redes.