Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 02/12/2020
A teoria da Eugenia, utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de características consideradas mais importantes e melhores. Nessa perspectiva, no Brasil, essa teoria é encontrada nos linchamentos virtuais, que motivam muitas pessoas a se acharem superiores às outras, e consequentemente, as ‘‘julgarem’’ de maneira equivocada. Dessa forma, tal comportamento na sociedade atual, se deve à falta de empatia dos agressores virtuais, alimentada pela impunidade.
Em primeira análise, nota-se o individualismo humano como causa latente do problema. Para Zygmmunt Bauman, a Modernidade Líquida é fortemente pautada no egoísmo. Nesse sentido, a teoria do sociólogo, logo é perceptível nos atos de agressões na internet, sob a qual muitas pessoas são vítimas de julgamentos precoces. Nesse contexto, os agressores se acham no direito de atacar aquele indivíduo que possui uma perspectiva diferente da sua, que muitas vezes, faz uma publicação inocente e não imagina que irá viralizar tão rápido e numa dimensão tão grande.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a impunidade que perpetua o problema, aumentando os casos de linchamentos virtuais. A respeito disso, Aristóteles afirma que a base da sociedade é a justiça. Entretanto, na realidade, essa justiça está acontecendo de maneira errônea, uma vez que os ‘‘julgadores’’ utilizam, muitas vezes, perfis falsos para o acometimento de atos ofensivos. Neste caso, ações que combata a impunidade são dificultadas, visto que esses perfis fakes são obstáculos para a justiça.
Tendo em vista o que foi discutido, é necessário, portanto, que o Governo crie ou divulgue campanhas nas redes sociais- como o Tik tok, Instagram e o Twiter-, por meio de relatos anônimos de experiências das vítimas dos linchamentos virtuais, e de agressores que foram punidos. A fim de sensibilizar a população à empatia e difundir a criminalização desses atos. Assim, possivelmente, a teoria da Eugenia não será concretizada na sociedade brasileira do século XXI.