Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 11/12/2020

O documentário “O dilema das redes” relata as mudanças comportamentais da sociedade atual  devido ao uso das tecnologias informacionais do século XXI. Por consequência, a manifestação da violência, em suas várias formas, foi ampliada com a flexibilidade de propagação de discursos de odio. Assim, é necessário analisar os fatores que levam aos linchamentos virtuais e a negligência tanto de empresas famosas quanto da sociedade em impedir esse problema.

Em princípio, a Constituição Federal de 1988 trata o respeito à liberdade de expressão como um direito de todo indivíduo. Entretanto, a construção jurídica é pouco efitiva na prática, uma vez que as redes digitais tornaram-se constantes meios de difusão de comportamentos e menssagens hostis. No filme “Rede de Ódio” é mostrado como a expansão de discursos violentos afetam a reputação de grandes empresas, o qual faz referência à polêmica acusação feita ao Facebook de ter contribuído na vitória de Donald Trump em 2014, permitindo o compartilhamento de notícias falsas da rival do candidato republicano na época, o que levou à sua vitória. Desse modo, é evidente que tal fenômeno contribui para a perda de autonomia empresarial em analisar suas redes sociais.

Ademais, segundo a filósofa Hannah Arendt, “a pluraridade é inerente à condição humana, de forma que todos deveriam ser habituados a isso”. Análogo à isso, a realidade virtual vai de encontro com o pensamento da filósofa, haja vista o desrespeito dos usuários com posicionamentos opostos. Logo, é necessário o engajamento civil em tornar o espaço digital mais tolerante.

Em síntese, o Ministério da Educação, junto à empresas de tecnologias, devem implementar  disciplinas voltadas para a instrução digital em intituições de ensino. Isso será feito em aulas práticas e teóricas, com a finalidade de despertar o pensamento crítico no uso saudável de redes sociais. Assim, será possível rotomar o senso crítico populacional e atribuir, na prática, os direitos garantidos pela Constituição em vigor.