Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 13/12/2020

Em novembro de 2020, o jornalista ,Rodrigo Constantino, foi vítima de linchamento virtual após opinar sobre o caso de estupro sofrido pela influencer digital, Mari Ferrer, afirmando que se sua filha fosse vítima de estupro não efetuaria uma denúncia. Além disso, a opinião infeliz do jornalista resultou na perca de seus três empregos e milhares de comentários agressivos em suas redes sociais. Indubitavelmente, o fênomeno conhecido como “Linchamento Virtual”, que consiste na efetuação de comentários negativos contra pessoas que ferem a opinião da maioria dos internautas, está intimamente ligado ao anonimato oferecido pelas redes sociais, que motiva as pessoas a destilarem ódio, cientes que não serão identificadas e punidas.

Evidentemente, o anonimato oferecido pelas redes sociais  propicia o ambiente perfeito para a efetuação de comentários ríspidos, que caracterizam o linchamento virtual. Prova disso, é que a principal rede social utilizada para expor opiniões, o Twiiter, é caracterizada por possuir a maioria de seus usuários utilizando perfis “fake” ou fotos de perfil que camuflam a real identidade dos usuários. Além disso, em casos recentes de linchamentos virtuais sofridos pelo Presidente Jair Bolsonaro, os agressores ,em sua maioria, possuíam fotos falsas, segundo o blog “Ódio do bem”.

Além disso,  as demais redes sociais como Instagram, Facebook e Youtube vêm sendo utilizadas como palco para linchamento virtuais. Isso é comprovado no perfil  de extrema esquerda, “Sleeping Geants” (Adormecendo Gigantes"), que é caracterizado por expor figuras públicas de extrema direita, exigindo que empresas patrocinadoras retirem patrocínios e apoios às figuras públicas, sob a justificativa que seu conteúdo contém  irregularidades. Contudo, o perfil possui usuários anônimos que entram para fila de “linchadores virtuais”, que praticam o delito encorajados pelo anonimato proporcionado pelas redes sociais.

Concludentemente, o linchadores virtuais são motivados pelo anonimato proporcionado pelas redes sociais. Esse problema possui uma solução que consiste na criação de um mecanismo digital  que monitore um grande volume de comentários negativos e os bloqueiem. Ademais, o mecanismo digital será feito pelo Ministério das Comunicações, por meio de parceria com as principais redes sociais.  Outrossim, o mecanismo indetificará os comentários negativos e deverá bloquear o comentário e o seu autor, com a prerrogativa de encaminhar o autor à punição civíl ou jurídica. Como resultado, o mecanismo colaborará com a diminuição de linchamento virtual.