Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 13/01/2021
Durante a Idade Média, as pessoas que discordavam da igreja católica e praticavam ações que a religião desaprovava era imediatamente condenada pela inquisição. Trazendo para o cenário atual, o julgador apenas mudou da igreja para grupos nas redes nas redes sociais nos quais praticam os chamados lichamentos virtuais, porém as vítimas continuaram as mesmas. Isso se deve a uma militância muito bem articulada nas redes socias, na qual causam graves problemas psicológicos para a vítima.
Em primeira análise, os grupos socias formados na internet são os principais causadores de mensagem de ofenças a outros usuários. Tais grupos são formados a partir de figuras públicas de influência, que podem ser locais ou nacionais, porém todos tem o mesmo funcionamento: a partir do apoio dessas figuras centrais, todos os membros se dispoem a fazer parte dessa inquisição virtual. Exemplo disso foi a recente onda de cancelamento que ocorreu, em que esses influenciadores mobilizavam a militância do grupo, como discurso de fazer “justiça”, entretanto postavam mensagens de ódio e junto a isso essas pessoas procuravam issolar a vítima da sociedade, ou seja: cancelar ela das redes sociais. Dessa maneira, percebe-se a grande atuação da militância nesse processo.
Em segunda análise, essas mensagens de ódio causa graves conseqências para a vítima. O primero impacto negativo é a exclusão social, como mecionado no movimento de cancelamento. Com isso a pessoa não consegue segurar o emprego e caso seja autônoma, as pessoas acabam boicotando o negócio dela.Como consequência final do isolamento e do problema na vida proficional a pessoa acaba sofrendo psicologicamente, podendo evoluir para casos mais graves como a depressão. Dessa forma é notório as graves sequelas que tais lichamentos provocam.
Faz-se necessário, pois, medidas para resolver esse impasse. É necessário que o Ministério Público, juntamente com as empresas de redes sociais criem um site de denúncia e ouvidoria onde as próprias plataformas de mensagem divulgariam o endereço de acesso. Isso seria possível através de um projeto de lei, na qual o Ministério Publico ficaria responsável pelo processo civil e criminal, além de identificar os casos e as plataformas axiliariam nessa identificação por meio de seus algorítimos que identificam ofenças praticadas na internet. Além de investigar os responsáveis pelo seus crimes o MP seria responsável pelo acompanhamento psicológico com a vítima, para que assim a militância venha ser julgado e a vítima receber os cuidados necessários, pois só assim não teremos a inquisição virtual do século XXI.