Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 14/01/2021

A Constituição Ferderal de 1988 garante a liberdade de expressão, entretanto, discursos de ódio vão contra os princípios constitucionais. Atualmente, com o uso de redes sociais, tornou-se comum ver linchamentos virtuais, que consiste em ataques, ofensas e, até mesmo, ameaças contra uma pessoa que escreveu ou mostrou algo que gera opniões diversas. No entanto, discutir sobre o que leva alguém à tais atos horrendos e a consequência que pode vir a ter, mostra-se necessária.

Em primeira análise, é preciso saber a causa para os linchamentos, que são, em geral, opniões conflitantes, em que uma pessoa considera politicamente incorreta a opnião de outra e, através de ofensas, quer fazer essa pessoa mudar. De acordo com o jornalista Carlos Heitor Cony " a internet é poluidora, não no sentido ecológico, mas sim espiritual “. Essa reflexão mostra que as redes sociais, por dar ao ser humano autonomia de falar o que quer, também concede a ele a oportunidade de proferir injúrias, o que expõem o lado poluidor, como disse Cony, da internet.

Além disso, esses ataques podem gerar consequências, principalmente pscicológicas, em quem sofreu o ataque. Segundo Leonardo Goldberg, doutor em pscicologia pela USP, tais insultos podem levar a pessoa a ficar deprimida e demostra que o ofensor não sabe que suas palavras são capazes de afetar o pscicológico do ofendido.

Portanto, é necessário pensar em medidas para amenizar o problema. O governo federal junto ao legislativo e as empresas de aplicativos de redes sociais, devem criar uma lei, em que, caso algum indivíduo esteja ferindo a Constituição brasileira com discursos de ódio, essa pessoa deve ser banida imediatamento de todas as suas redes sociais por um ano. Assim, evita-se que esse mesmo indivíduo continue suas ofensas e ameaças.