Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 24/02/2021

A revolução científico-informacional trouxe o advento em massa das tecnologias para facilitar a vida do ser humano. Entretanto, os ataques e linchamentos pelas redes sociais facilitados pela circulação rápida das postagens se destacam como graves empecilhos ao século xxi. Desse modo, é preciso debater acerca da influência da tecnologia em discursos de ódio e a distorção do sentido de liberdade para atacar indivíduos.

A princípio, é crucial apontar a ocorrência tecnológica e suas consequências em um estilo de vida mais digital do que social. Nesse sentido, a internet revolucionou o mundo nos estudos, entretenimento, trabalho e estão cada vez mais presente no cotidiano. Para confirmar, de acordo com o PNAD, Pesquisas Nacional de Amostra a Domicílio, 63,3% dos lares brasileiro têm acesso a internet. Dessa maneira, é necessário que haja segurança e conscientização aos meios tecnológicos.

Outrossim, é crucial discutir acerca do conceito de liberdade utilizado como escudo à ataques de preconceito e ódio. Nessa lógica, cabe ressaltar que a liberdade deve ser usada a favor do bem-estar e respeito. Por exemplo, expressão é direito e matar é ináceitável. Para contextualizar, é precioso citar o ideal do filosofo inglês, Herbert Spencer, “A liberdade de um termina onde começa a do outro”. Portanto, é vital que o corpo social entenda a dependência entre o termo livre e consideração pelo próximo.

Por conseguinte, o poder legislativo, orientador social, deve cobrar o reconhecimento dos usuários, por meio de leis que exija das plataformas e aplicativos dados comprováveis dos membros, como CPF ou documento com foto. Ademais, as escolas e a mídia, difusoras de informação, precisam conscientizar a comunidade quanto a gentileza digital, por intermédio de palestras e debates, de modo reprimir os linchamentos nas redes sociais. Assim, o Brasil será o país flexível às inovações seguras.