Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 26/04/2021
Atualmente, muito debate-se sobre o termo “cultura do cancelamento”. Em suma, o ato de “cancelar” transforma a internet em um tribunal sem direito de defesa ou espaço para aprendizado. Ademais, em sua maioria, isso acontece quando uma pessoa apresenta comportamentos ofensivos, discriminatórios, criminosos ou ofensivos, e finda ser transformada em alvo de insultos e até ameaças. No que tange ao linchamento virtual, sua motivação e a gravidade desse comportamento na sociedade atual, é consentido citar a tentativa de justiça e a insuficiência legislativa como mantenedores dessa situação.
Primeiramente, a tentativa de justiça é uma das causas dos linchamentos virtuais, uma vez que a intenção é advertir uma atitude inadequada. Porém, muitas das vezes, são críticas extremamentes desrespeitosas que podem acarretar em sérios problemas como doenças mentais e agravar em suícido. Analogamente, é admitido mencionar o caso de Elisa Lam, jovem que foi encontrada sem vida na caixa d’água do Hotel Cecil, pois mesmo que tenha sido dado como afogamento acidental, a internet se juntou para atacar um homem por, supostamente, ser o responsável pela morte de Elisa. Em síntese, o acusado precisou apresentar provas que não estava presente no país à justiça e tentou suícidio. Destarte, insultar alguém não é a melhor maneira de apresentar retidão.
Posteriormente, a insuficiência legislativa trata-se de uma das motivações para que aconteça a violência virtual, visto que apesar do Código Penal brasileiro definir injúria, calúnia e difamação como crime, qualquer pessoa pode enviar mensagens ofensivas e dificilmente ser punida por isso. Assim, por trás dos meios digitais, o indíviduo com segurança e tranquilidade pode julgar e pontar os erros de outra pessoa sem se preocupar com os resultados. Dessa maneira, a lei não apresenta eficácia quando existe tamanha facilidade para cometer esse crime.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas pelo Ministério da Educação, orgão responsável pela formação de pensadores na sociedade brasileira. É necessário criar um projeto a respeito do uso consciente da internet nas escolas, por meio de palestras e disponibilização de psicólogos para os alunos, pois como disse Pitágoras: “ensinem as crianças e não será necessário castigar os homens”. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, aumentar a vigilância nas redes sociais e procurar maneiras de punição mais eficazes para descumprimento da lei. Essas medidas devem ser realizadas para que o mundo virtual se torne mais saúdavel, sem julgamentos e livre para erros e mudanças.