Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 01/05/2021

A pintura “Guernica”, do pintor francês Pablo Picasso, retrata, por meio de uma representação da guerra civil espanhola, uma situação de caos social. De forma análoga, tal pintura relaciona-se a situação atual brasileira, haja vista o linchamento virtual pondera um cenário desafiador. Nesse sentido, é relevante verificar como a falta de pensamento racional e o individualismo motiva essa problemática, a fim de inibi-la.

Primeiramente, vale observar que a falta de pensamento lógico colabora severamente para consolidar esse cenário. Friedrich Hegel, filósofo alemão, contribui ao defender que a razão rege o mundo. Sob esse viés, verifica-se uma atuação de irracionalidade na questão do linchamento virtual, o qual tem como base a ausência de uma lógica que permite uma crítica com bom senso. Assim, a falta de pensamento racional impossibilita que pautas sejam debatida seriamente.

Ademais, convém analisar que o individualismo destaque-se como outro intrico agravante do problema. Diante desse cenário, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, contribui ao observar que nos tempos atuais relações tende a durar menos, promovendo mais sujeitos a olhar para si como um ser individual e não mais como coletivo. Perante isso, a falta de empatia que influi sobre a questão do linchamento virtual funciona como forte empecilho para sua resolução, já que para criticar comportamento inconveniente é necessário considerar o outro e deixar de olhar apenas para si.

Portanto, para solucionar o linchamento virtual, o resultado do mal uso das redes sociais, cabe o Ministério da justiça e o Ministério da educação promoverem ações de punição aos agressores e palestra, nas mídias sociais e nas escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais. Que dessa forma venha garantir que os problemas do linchamento seja inibido reformando assim o cenário de caos social.