Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 21/05/2021
Além das notícias falsas, as redes sociais são bem pródigas em oferecer outra coisa: linchamentos virtuais. Como o rastilho de pólvora que se consome num feixe de luz, vídeos e imagens correm o mundo e, em questão de minutos, pessoas comuns ou famosas têm a vida exposta, atacada, arruinada. Não falo dos casos graves, com crimes envolvidos. Lembro aqui de situações apenas constrangedoras, não raro infelizes, cuja repercussão, trabalhada e refundida na fantasia coletiva, exagera em muito a importância que cada evento teria, a uma análise mais fria e desapaixonada.
À partida da necessidade de reconhecer a influência dessas ferramentas. Visto que, sua presença se tornou um ponto vital na vida de muitos indivíduos por fornecer um ambiente que favorece a divulgação e o acesso a qualquer categoria de conteúdo, levando os mesmos a criar uma espécie de ‘’versão’’ de si mesmo no mundo virtual. Tal fenômeno pode ser associado às relações do indivíduo com aceitação para com a sociedade, seguindo o conceito de Weber o qual afirma que a sociedade pode ser compreendida a partir do conjunto das ações individuais, sendo estas tudo que o indivíduo faz, orientando-se pela ação de outros. Dessa forma, evidenciando o meio virtual como mecanismo de socialização e influição.
Portanto, pode-se inferir que o discurso de ódio tem uma relação estreita com as redes sociais, sendo que as redes sociais atuam como moderadoras e promotoras das redes sociais. Desta forma, a Assembleia Nacional deve promulgar uma lei e restringir estritamente a propagação e hospedagem de sites de discurso de ódio para impedir a propagação e a realização de discurso de ódio. Esta ação é imperativa. Além disso, a escola deverá cooperar com a família, no âmbito familiar e do aluno, por meio dos palestrantes, com a participação de psicólogos e especialistas, discussões sobre o tema debater.