Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 23/05/2021

Os casos de linchamento virtual tem aumentado nos ultimos anos, principalmente no ano de 2020, com a tal chamada “cultura do cancelamento”, que “assombrou” tantas pessoas, que deixaram de fazer o que queriam para não ser massacrada na internet.

Mas afinal, o que é um linchamento? É a violência contra uma pessoa, cometida por uma multidão com o objetivo de punir um suposto transgressor, a palavra vem do verbo inglês “lynch”, que era o sobrenome de um fazendeiro americano William Lynch (1742-1820), que ficou famoso por comandar um tribunal privado que julgava e punia criminosos em flagrante, ou seja, lichar é fazer justiça com as próprias mãos. Agora imagine só, se já é problemático um linchamento físico, em que os praticantes são em média 10 pessoas, pense em um virtual, onde são milhares de pessoas contra uma só, obviamente só não é mais grave pois o violência física na maioria das vezes custa a vida da vítima. Essa violência pode ser digital mas os problemas são reais, como por exemplo: demissões, traumas emocionais profundos e até mesmo suicídio.

O letramente digital é uma importante ferramenta no comportamento digital. De tal modo, o Brasil lidera a terceira posição do “ranking” mundial de internet e ter 2.036.411 ocorrências de linchamento virtual, de acordo com o IBOP, é nítido que não há letramento entre os brasileiros, ou seja, informações de como deve se comportar em canais digitais.

Diante do exposto, antes que o problema se agrave, é preciso intervir. Logo, cabe ao Governo Federal em parceiria com a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos disponibilizar nas escolas aulas de informações tecnológicas e palestras para promover mais empatia entre os alunos. Essa medida tem como resultado não apenas o letramento das crianças, mas também ajudará os pais a ministrarem melhor situações envolvendo internet para que o problema seja solucionado.