Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 24/05/2021
“Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem”, frase dita pelo filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que relaciona os indivíduos com as questões sociais do século XXI, como a problemática dos linchamentos virtuais, tema bastante presente no dia a dia e que traz diversos tópicos a serem debatidos como, “cyberbullying”, “fake news”, discursos de ódio, devido ao mau uso de tal meio pelas pessoas, principalmente os jovens e o baixo monitoramento nas redes sociais.
É fato que, a “internet” está presente para facilitar as coisas no nosso cotidiano, porém, atualmente tornou-se um veículo de propagação do discurso de ódio. De acordo com Leonardo Goldberg, doutor em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), “Eu tenho a impressão de que a pessoa não tem noção do poder da palavra. Muitas vezes elas não têm noção de quanto é nocivo”. Tal fato, indica que o reflexo de tais atos, ocasiona a insegurança, ansiedade e depressão nos jovens.
Ademais, no Brasil, há insuficiência de leis para punição de infrações virtuais. Desta forma, o judiciário apresenta soluções imediatas que não sanam o problema de forma permanente e eficaz. Tal carência leva crackers, hackers e até mesmo pessoas comuns a propiciar consideráveis danos, tendo como exemplos, pedofilia, publicação de informações pessoais e crimes contra a honra.
Em suma, os ataques constantes feitos por diversos internautas aos chamados “cancelados” e a baixa fiscalização na “internet”, faz se necessário levar à discussão sobre tais assuntos à sociedade, principalmente às escolas, para que ocorra mudança na mentalidade das próximas gerações e erros do passado não se repitam; além de aumentar o monitoramento das redes sociais pelos órgãos governamentais responsáveis, sendo essas as principais alternativas, para aguçar a discussão sobre o tema e amenizar a problemática.