Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 24/05/2021

O direito de liberdade de expressão foi um princípio da constituição de 1988 contra a censura, mas que com o avanço tecnológico tornou-se um problema, uma vez que dificultou a proteção de comentários hostis, formando uma espécie de grupo, os falsos justiceiros das redes sociais. De certa forma nos dias atuais como armas mudaram de perspectiva, já que ao atirar uma bala ferimos fisicamente uma pessoa, mas a dor psicológica traz consequências maiores.

A constituição penal de 1988, no artigo 5º pertinente que todos são iguais perante a lei, mas esses benfeitores da internet tratam este código penal como se fosse nada, transformando a internet em uma “terra sem lei”. A motivação que leva a esses linchamentos é justamente pela falta de informação ou letramento digital, uma vez que, se uma pessoa não tiver um senso crítico da tecnologia, logo não terá como avaliar uma fonte da informação tornando-se um potencial causador ou uma vítima .

Isso se torna ainda mais sério, visto que, a injustiça e a vontade de fazer algo contra, leva para a violência física. Como foi o caso de Fabiane Maria de Jesus, mãe, casada, que após um boato da internet, foi acusada de sequestrar uma criança e ter praticado magia negra. Através de falsos relatos de testemunhas, ela foi espancada até a morte por moradores locais, sendo descoberto mais tarde por policiais que o relato tinha acontecido no Rio de Janeiro em 2012, em um caso sem relação alguma com Fabiane.

Dessa maneira, torna-se visível a forma errada que alguns fazem uso da internet, fazendo-se necessária a utilização dos meios próprios midiáticos, como anúncio e postagens, pelas delegacias cibercrimes, para informar e ajudar as vítimas nas denúncias. Ademais, a efetivação do artigo 140 do código penal que condena a injúria na internet, pelo poder executivo, auxiliará, fazendo com que a internet seja aproveitada apenas como um instrumento agradável aos usuários. Também cabe a Secretaria de Segurança Pública ampliar as delegacias especializadas em serviços cibernéticos. Além de promover em escolas, palestras e discursos para crianças e os adolescentes. Assim diminuindo a motivação e os comentários maldosos nas redes sociais.