Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 23/05/2021
Na série britânica “Black Mirror”, é retratada uma realidade futurística onde a tecnologia assume grande influência sobre a sociedade. Em um dos episódios da trama muitas pessoas começam a morrer de forma misteriosa após serem vítimas de linchamentos virtuais. No contexto brasileiro essa realidade fictícia vem se tornando cada vez mais frequente em noticiários ou através de relatos acerca de grupos praticantes desses ataques. Por isso se faz necessário a criação de projetos de lei contra a propagação desses discursos de ódio nas redes sociais.
Em primeiro plano, pode ser analisado o caso de Lola Aronovich, autora de um dos maiores “blogs” feministas do Brasil, a autora passou a receber ameaças através de suas mídias sociais em 2010 e a partir dali se tornou algo habitual de sua rotina, registrou 11 boletins de ocorrência, mas por um determinado tempo nada foi feito, isso porque grande parte dos perfis que a atacavam eram falsos ou pertenciam à pessoas que não tinham nenhum bem pessoal tornando um processo quase que inútil.
Casos como o de Lola acontecem porque nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio e dar-lhe uma dimensão pública, sem mostrar o seu rosto, dando grande segurança para serem postadas ameaças e ofensas. O processo de Lola se tornou relevante quando foi criada a “Lei Lola” que atribui à Polícia Federal, a responsabilidade por investigação de crimes de ódio pela “internet” contra mulheres.
Em virtude do que foi mencionado, pode-se pontuar que é importante estimular a criação de leis como a “Lei Lola” atribuindo proteção a vítimas de crimes de ódio pela “internet”, mas dando a responsabilidade para um Departamento de Segurança e Informática, que seria criado pelo Governo Federal para lidar somente com essa categoria de crime, trabalhando em conjunto com empresas de redes sociais para que a “internet” se torne mais confiável e segura para seus usuários.