Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 23/05/2021

Como seria a internet sem o linchamento social? A dificuldade para imaginar esse cenário evidencia o quanto a mídia social está cada vez mais repleta de julgamentos e agressões verbais.

De acordo com o The Global State of Digital in 2019, cerca de 3,484 bilhões de pessoas consomem redes sociais, o que representa 45% da população mundial. Quanto ao Brasil, 140 milhões de brasileiros usam ativamente as redes sociais e passam mais de 3 horas por dia conectados a elas. Dessa forma, inúmeras pessoas dividem opiniões e ideologias diferentes acerca de um assunto em comum, isso resulta em diversos conflitos virtuais onde uma multidão de pessoas insultam um indivíduo que compartilha uma opinião diferente.

Um exemplo de linchamento social é o caso da blogueira Alinne Araújo, onde ficou conhecida na internet por se casar consigo mesma após o noivo a abandonar 24 horas antes de seu casamento, a blogueira compartilhou tudo em suas redes sociais e recebeu muitos comentários de ódio onde diziam que ela queria apenas se promover ao se casar sozinha. Um dia depois, Alinne se suicidou, pulando do nono andar de um prédio.

Diante dos fatos supracitados, para se solucionar o problema, faz-se necessário que Governo Federal construa delegacias especializadas em crimes de ódio nas mídias sociais, a fim de atenuar a prática do preconceito e difamação na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Ainda cabe à escola criar palestras sobre o linchamento social, visando informar crianças e jovens sobre os riscos que as ações virtuais possuem, valorizando, assim, o respeito. Ademais, a sociedade deve se mobilizar na internet, com o intuito de conscientizar a população sobre os males da violência nas redes sociais. Dessa forma, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente e valorizando a empatia e o respeito ao próximo.