Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 22/05/2021

Atualmente, com o atual crescimento do acesso à internet, nós podemos se tornar cada vez mais expostos, exercendo seu direito constitucional de liberdade de expressão por meio das redes sociais, tal exposição pode incentivar a intolerância e o discurso de ódio, principalmente quando a narrativa de pessoa exposta causa controvérsias, ofende minorias ou, simplesmente, foge dos padrões pela sociedade moderna.

A internet foi desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial como arma de ataque contra os rivais. Nas redes sociais, é comum os usuários postarem seu dia a dia, com fotos, frases, vídeos e se expondo demais, o que acaba por dar espaço para julgamentos. Em suma, por essa vasta liberdade de expressão e por internautas pensarem que esse é o direito maior, se esquecem da dignidade da pessoa linchada e essa vitíma pode desenvolver problemas de saúde como depressão e ansiedade.

De tal modo, o Brasil lidera a terceira posição do “ranking” mundial de internet e ter 2.036.411 ocorrências de linchamento virtual, de acordo com o IBOP, é nítido que não há letramento entre os brasileiros, ou seja, informações de como deve se comportar em canais digitais.

Diante do exposto, antes que o problema se agrave, é preciso intervir. É muito importante disponibilizar nas escolas, aulas de informações tecnológicas e palestras para promover mais empatia entre os alunos. Esse método tem como resultado não apenas o letramento das crianças, mas também ajudará os pais a melhor ministrarem envolvendo internet para que o problema seja solucionado.