Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 24/05/2021
Nos dias atuais está sendo normal abrirmos a internet e nos depararmos com comportamentos agressivos e mensagens de ódios na internet. Qualquer ato que não seja considerado correto aos olhos dos “juízes da internet” é motivo para um “cancelamento”. Os linchamentos virtuais chegam a ser tão crueis e desumanos que na maioria dos casos a pessoa perde o emprego ou até mesmo a vida.
Um exemplo atual é o da cantora Luisa Sonza, onde ela sofreu muitos ataques e até mesmo ameaças por uma suposta traição que nunca foi comprovada. Mas bastou um clipe para que os “justiceiros” a julgassem como culpada. A rede social Twitter é um dos maiores focos de linchamentos, onde os indivíduos agem com muita rapidez e nem sequer pensam em saber se é verdade ou se é de uma fonte confiável. Com apenas um twitte, pode acabar com a vida de uma pessoa.
Nesses tempos de internet não há mais empatia pelo próximo, essa mesma só vem quando ocorre um suicídio e mesmo assim em um rápido período de tempo já cai no esquecimento. Por conta da ampla liberdade de expressão, as pessoas se vêem no direito de julgar, criticar e invadir o espaço pessoal sem nem sequer se importar com a dignidade e saúde mental da pessoa linchada. Na maior parte dos casos a vítima pode desenvolver problemas de saúde, como depressão e ansiedade.
Dado o exposto, percebe-se que é preciso intervir nesses linchamentos antes que haja uma piora. É necessário que as redes sociais excluam as contas que usam palavras ofencivas e perfis fakes, para que assim, diminua os ataques e os “haters”. E também o Ministério da Educação em parceria com a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos disponibilizem palestras nas escolas com o intuíto de promover empatia e conscientização de que a internet não é “terra sem lei”.