Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 24/05/2021
“O Brasil não tem povo, tem público”, disse Lima Barreto, crítico arguto da nossa República. Sob esse mesmo viés pode-se afirmar que há muito alarde, mas pouco se faz para resolver questões como o que motiva os atos e a gravidade dos linchamentos virtuais na sociedade atual. Neste contexto, não há dúvida de que combater essa problemática é um desafio que se deve aos discursos de ódio e desrespeito contra falas, a falta de letramento digital e a auxência de pesquisas.
Assim, diante desse cenário, é evidente que a liberdade de expressão é um direito coletivo e deve ser exercido. No entanto, devido ao poder de anonimato que a internet pode proporcionar, muitos individuos se aproveitam disso para proferir discursos ofensivos, racistas, homofóbicos e preconceituosos no geral. Porém, injúrias nas redes sociais não estão livres de punição e fogem do conceito “liberdade de expressão” quando ferem a dignidade de outros individuos. Consequentemente, apesar de muitas declarações serem anônimas, é possivel descobrir o autor da fala e este pode ser punido Judiclalmente por danos morais ou até mesmo calúnia ou difamação.
Um grande exemplo dessa ação ocorreu durente o programa “BBB2021” um reality show que deixou 20 participantes em confinamento. A Karol Conká foi muito criticada e “heateada” devia algumas falas dentro do programa, como pressões psicológicas, críticas ofensivas e desrespeito, envolvendo principalmente Lucas Penteado e Juliete Freire. Depois de sua eliminação do programa, com a maior porcentagem da temporada de 2021, ficou muito tempo sem aparecer em sua redes sociais, onde a emissora “Globo” realizou um documentário mostrando sua vida depois de todo cancelamento e mensagens de ódio que recebeu e recebe até hoje.
Com toda essa antipatia medidas contra devem ser tomadas, cabe a Secretaria de Segurança Pública ampliar as delegacias especializadas em ataques cibernéticos como os estados de São Paulo e do Paraná. É junto com o Ministério da Saúde promover ações como, “você importa” para diminuir a quantidade de suicídios promovidos pelos linchamentos e ataques de ódio. Promover em escolas, palestras e discursos para as crianças e os adolescentes, logo eles que são uma boa parte de usuários da internet. Assim diminuindo a motivação e os comentários maldosos nas redes sociais.