Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 23/05/2021
É de conhecimento geral que nos tempos modernos em que o que cai na rede é peixe, ou melhor, é viral, não é tão incomum que a gente pode falar com pessoas que antes não teríamos acesso. Uma celebridade, um jornalista, ou um desconhecido, todos estão sujeitos ao linchamento virtual. Basta uma atitude que seja entendida como errada por uma parte dos internautas, que vem a multidão como; justiceiros; para mostrar que aquilo que não pode ser feito. Essas publicações muitas vezes são cheias de mensagens de ódio e até ameaças de morte (tambem chamada de era do cancelamento)
Ainda convém lembrar que no reality show Big Brother Brasil, quem vacila dentro do programa vai para o paredão e pode ser eliminado. Na internet, a pessoa é cancelada depois de um linchamento virtual que nem sempre tem a violência física concretizada, mas principalmente a violência moral e psicológica. Como a sociedade está baseada em vigiar e punir, na internet isso se intensifica.
Um dos motivos para que a agressividade verbal seja potencializada no mundo virtual é a ausência do “olho no olho” destaca a psicóloga Juliana Cunha, 41, diretora da ONG soteropolitana SaferNet Brasil, que atua no combate a crimes cibernéticos no país. “As relações face a face nos dão um aspecto importante para a vergonha, que é a questão do olhar do outro. O olhar é uma fonte de censura em que a gente aprende ”, explica.
Diante do exposto, antes que o problema se agrave, é preciso intervir. Logo, cabe ao Governo Federal em parceria com a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos disponibilizar nas escolas aulas de informações tecnológicas e palestras para promover mais empatia entre os alunos. Essa medida tem como resultado não apenas o letramento das crianças, mas também ajudará os pais a melhor ministrarem envolvendo internet para que o problema seja solucionado.