Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 22/05/2021
A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à liberdade de expressão. Entretanto na prática tal garantia é deturpada, visto que o linchamento virtual vai contra esse direito. Esse cenário nefasto ocorre não só pela liberdade de expressão , mas também pela falta de empatia. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a liberdade de expressão corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque com anonimato que a internet proporciona muitos indivíduos se aproveitam para fazer comentários homofóbicos e preconceituosos no geral. Porém, injúrias nas redessociais não estam livres de punição e fogem do conceito “liberdade de expressão” quando ferem a dignidade dos outros indivíduos. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.
Além disso, outro fator influenciador desse problema é a falta de empatia. Nessa perspectiva, Zygmunt Bauman define a sociedade atual como extremamente individualista. Tal postura é claramente perceptível na questão dos linchamentos virtuais, visto que que as pessoas que propagam discursos de ódio e incitação à violência física ou moral, na maioria das vezes, não conseguem se colocar no lugar do outro. Assim, sem a empatia necessária, esse problema se solidifica e se perpetua.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - discutir a questão do linchamento virtual, por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade da questão com o intuito de reduzir os estereótipos e o silêncio em relação ao assunto.