Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 21/05/2021

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à liberdade de expressão. Entretanto na prática tal garantia é deturpada, visto que o linchamento virtual vai contra esse direito. Esse cenário nefasto ocorre não só pela vantagem do anonimato concedida pela internet, mas também pela falta de empatia de uma parte das pessoas. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.​​

É importante ressaltar, a princípio, que o benefício do anonimato corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque atraves da internet as pessoas podem facilmente esconder suas identidades e falarem oque quiserem nos meios virtuais sem sofrer nenhuma punição. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.

Além disso, outro fator influenciador desse problema é a falta de empatia. Nessa perspectiva, Zygmunt Bauman define a sociedade atual como extremamente individualista. Tal postura é claramente perceptível na questão dos linchamentos virtuais, visto que que as pessoas que propagam discursos de ódio e incitação à violência física ou moral, na maioria das vezes, não conseguem se colocar no lugar do outro. Assim, sem a empatia necessária, esse problema se solidifica e se perpetua.​

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - discutir a questão do linchamento virtual, por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade do desse entrave, com o intuito de reduzir os estereótipos e o silêncio em relação ao assunto.