Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 22/05/2021
A liberdade de expressão é garantida no Artigo 5º da Constituição Federal, que diz que “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato”. Atualmente, houve um alto crescimento do acesso às redes sociais, onde as pessoas acabaram se expondo cada vez mais. Essa grande exposição pode ser preocupante, pois tal ato pode gerar um discurso de ódio e incitar a intolerância, principalmente quando a fala da pessoa ofende minorias ou foge dos padrões da internet e seus usuários.
Devido à esse anonimato que a internet pode proporcionar, muitas pessoas aproveitam disso para proferir discursos ofensivos, racismo, homofobia e ódio. É comum, nesse contexto, que a vítima seja exposta como alguém que ameaça valores da sociedade, como a família e a religião. Em estudo publicado pela editora Contexto no ano de 2015, o sociólogo José de Souza Martins, que esses linchamentos trata-se, segundo ele, de um fenômeno sociológico de motivação conservadora e de múltiplas causas, dentre elas a perda de legitimidade das instituições de Estado, que faz com que os linchadores reivindiquem para si uma justiça própria, súbita, difusa, irresponsável, irracional, sem chance de defesa, além de definitiva e inapelável.
Em virtude do que foi mencionado, o Congresso Nacional deve criar leis e limites para tais atos nas redes sociais e mídias em geral a fim de acabar com essa propagação de ódio e ofensas. Nesse sentido, as escolas deveriam implantar palestras com a participação de psicólogos e especialistas, juntamente com a família, que debatam acerca de como agir “online”. Para que futuramente não venham propagar ofensas e ódio nas redes sociais contra outras pessoas e ter a capacidade de utilizar a internet ao seu favor. Feito isso, o conflito vivenciado na série não se tornará realidade.