Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 23/05/2021

A constituição brasieleira de 1988 a todos os proprietários do direito a liberdade de expressão. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o lichamento virtual vai contra esse direito. Esse cenário nefasto ocorre não só pela polarização da sociedade mas também pela falta de empatia. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intúito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro lugar é importante destacar que a polarização da sociedade moderna corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque quando se existe uma ideia de apenas dois lados, uma pessoa quando vê alguem dando uma opinião diferente da dela, considera que aquela opinião está errada, e que deve ser reajustada. Assim, fica claro que o legado de negligência e ignorância frente aos linchamentos virtuais persiste e impede que o Brasil rumo ao desenvolvimento social pleno.

Além disso, outro fator influenciador desse problema é falta de empatia. Nessa perspectiva, Zygmunt Bauman define a sociedade atual como extremamente individualista. Tal postura é claramente perceptível na questão dos linchamentos virtuais, visto que as pessoas que propagam discursos de ódio e incitação à violência física ou moral, na maioria das vezes, não conseguem se colocar no lugar do outro. Assim, sem a empatia necessária, esse problema se solidifica e se perpetua.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia, uma grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, discutir a questão do linchamento virtual, por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade desse problema com o intuito de reduzir os estereótipos e o silêncio em relação ao assunto.