Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 22/05/2021
O livro ´´o cidadão de papel``, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que atingem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que os lichamentos virtuais afetam a sociedade como um todo. Assim, seja pela polarização de ideias e esteriótipos, seja pelo “ódio gratuito” diferido nas redes sociais, o problema permanente silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males para esse problema são os modelos criados como " certos e errados" ao longo da tragetória humana. Isso ocorre, pois durante os séculos foi se desenvolvendo padrões físicos e de personalidades que eram considerados superiores por uma grande parte da sociedade. Essa realidade tem raízes históricas, visto que ao longo dos anos o cabelo cacheado/crespo foi muito criticado, por exemplo. As pessoas sempre julgavam ser um " cabelo ruim" ou “feio”, justamente por estar ligado a um povo considerado inferior.
Em segundo lugar, destaca-se que as críticas e humilhações difamadas na web, tem aumentado cada vez mais os casos de doenças psicológicas, como a depressão que já foi considerada a doença do século, principalmente em jovens. Embora atualmente haja um grande movimento de aceitação circulando em várias partes do mundo, essa aceitação não se tornou uma realidade aplicável para todos. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.
Para que isso ocorra, o MEC (Ministério da Educação), juntamente com o Ministério da Cultura deve desenvolver palestras nas escolas, para alunos do Ensino médio. Essa medida pode ser implementada mediante entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Essas palestras devem ser conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o assunto e atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois só assim, o país se tornará mais plural e justo.