Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 24/05/2021
O artigo 19 da Constituição Brasileira garante que toda pessoa terá direito à liberdade de expressão; o direito inclui a liberdade de procurar, receber e difundir informações e ideiais de qualquer natureza, por qualquer meio de comunicação. Outrossim, no quarto incisivo do artigo 5° assegura a manifestação do pensamento, sendo vedado ou anonimato. Porém, o referido direito não é absoluto e com o advento da internet promoveu-se maior difusão de ideiais, muitas vezes acaloradas, incidindo em discursos de cunho maliciosos que, por muitas vezes, desrespeitam a dignidade da pessoa humana protegida e prevista no inciso 3, do artigo 1°. Desta forma, torna-se essencial dissertar sobre os lichamentos virtuais: suas motivações e como esse comportamento discorre hordiernamente.
Em primeiro plano, deve-se entender muito bem os limites da liberdade de expressão no âmbito tecnológico. A fronteira parte de outro direito. Uma exemplificação clara, é: manisfestar minha opinião sobre alguém, no entanto, caso feito de forma difamatória, terei infrigido o direito à honra da pessoa em questão. Contudo, em nossa era digital esse questionamento muitas vezes é provocado por um dos maiores gatilhos para o linchamento: a intolêrancia. Embora tenhamos por lá, a sensação de igualdade, as minorias, os divergentes continuam a ser marginalizados na internet por um grupo homogêneo. Evidencia-se então que não existe mais uma fronteira fixa entre o real e o virtual, visto que, o linchamento tem em sua base um teor vingativo.
Conseguente, vivemos em uma era de pseudos especialistas, os quais afirmam ser oniscientes e formadores da opinião, em sua forma íntegra. Assim, reitera-se a intolêrencia, como um motivo aos ataques dos denominados “haters”. Todos, sem exceção, estão sujeitos aos seus ataques, especialmentes se estiverem defedendo alguma causa considerada polêmica. Estas afirmativas são elucidadas por meio das ativistas feministas, militantes políticos ou defensores de pautas como a legalização das drogas ou do aborto. À princípio, a ideia deles seria preservar alguns valores socialmente construídos, tidos como certos. Neste raciocínio, deve-se destruir o que pensa diferente, que seja uma ameaça aos bons constumes.
Portanto, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública viabilizar metódos que diminuam gradativamente e incessantemente estes crimes virtuais. Bem como, a escola, sobretudo, nos níveis fundamentais e médios devem promover a criticidade dos jovens, estes que, são os maiores usuários das redes sociais, a fim de respeitar as individualidades, e assim, possibilitar que haja cidadãos aptos a lidar com esta problemática atual. No mais, aos poucos, se todas as esferas cooperarem, será propício viver em um ambiente onde de fato há uma clareza e troca de ideias, de maneira pacífica.