Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 24/05/2021

Nos últimos anos, a “cultura do cancelamento” se desenvolveu no ambiente digital. As figuras públicas expostas são as principais vítimas, resistentes e perpetradores de ataques cibernéticos. O que começou como uma forma de amplificar a voz de grupos oprimidos, se tornou um bar virtual, por intolerância motivada.

Fazendo um paralelo com o linchamento, conclui-se que o cancelamento não é algo novo, mas uma sociedade unida se desenvolveu em um mundo digital onde as pessoas podem aplicar suas críticas a milhares de pessoas, e essas críticas podem prejudicar a saúde mental de uma pessoa. As mídias sociais deram lugar a pessoas que não têm voz na sociedade e muitas pessoas aproveitam estas oportunidades para se expressarem, julgarem e registrarem suas opiniões.

A série de TV americana Control-Z da Netflix retrata bem essa questão das críticas virtuais, no seriado um grupo de crianças em idade escolar cujos segredos mais profundos são revelados na Internet. Nesse caso, o traço malicioso da conspiração “Raul Leon” invadiu o sistema de senhas da escola, expondo quase todos os seus colegas, que foram brutalmente suprimidos por outros jovens pelos motivos acima mencionados, embora o programa ser uma história fictícia se assemelha em muita na realidade.

Para solucionar esse problema, as pessoas precisam ser informadas de que resistir à violência (seja ela virtual) não é a melhor forma de apontar erros. Isso pode ser feito por meio das próprias mídias sociais, através de atividades contínuas contra o lichamento virtual desnecessário, o desenvolvimento de hashtags que abordam o assunto para que as pessoas comuns também possam participar ativamente da iniciativa.